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A Caça · Capítulo 9: Nexus (1)
A Caça
arco 1 · St.Dennis

Nexus (1)

por PsyBRYsp1.844 palavras~8 min

Rota 200 - Estrada para Foxglove Hollow - 01:00 A.M

Edward olhou para o indicador do combustível, e estalou a língua quando percebeu que a gasolina estava quase acabando.

— Temos que parar pra abastecer.

— Droga… tomara que a gente encontre um posto na estrada — respondeu Lacey.

— A gente já chegou? — perguntou Kyle, sonolento e com a cabeça repousada no colo de Faith.

— Ainda não, vá dormir. — disse a mesma, passando a mão na cabeça dele.

Keaton e Kushina trocaram olhares silenciosos ao presenciar a cena fofa, e a takamorinesa não perdeu a chance de provocar.

— Estamos atrapalhando os pombinhos?

Com o rosto vermelho, Sanders retirou o hacker de seu colo, o despertando de seu sono abruptamente.

— O-O quê? Perdi alguma coisa?

— Não perdeu nada, fique calado! — disse a investigadora, desviando o olhar.

Edward riu junto com Lacey, cúmplices de algo único e agradável de se ver.

Minutos depois, eles chegaram a um posto na estrada, o motorista respirou aliviado e ajustou seus óculos.

Ele estacionou e desceu para abastecer, uma tranquilidade veio devido ao ambiente deserto, mesmo com a paranoia recorrente de ser denunciado.

Com o tanque cheio, o homem entrou no carro e assim o grupo retornou a estrada.

Foxglove Hollow - Entrada da cidade - 06:30 A.M

— Não é possível…

Para a infelicidade de Keaton, a entrada estava sendo vigiada por guardas.

— O que vamos fazer?

— Não se preocupe, vai dar tudo certo.

— Como tem tanta certeza, Lacey?

— É só seguir em frente, confie em mim.

Ainda nervoso, ele continuou, e assim que chegaram ao limite, um dos guardas se aproximou para fazer a verificação.

Após observar todos os presentes, o homem deu um sorriso leve e pediu para que os colegas abrissem o caminho.

— Bem-vindos a Foxglove Hollow.

Perplexo, Keaton conseguiu apenas acenar e dirigir para dentro da cidade, Faith teve a mesma reação do líder.

— Beleza… explique o que aconteceu, Kushina — disse Edward, de boca aberta.

Com um sorriso malandro, a mulher explicou.

— O cara que me ajudou a fundar o grupo colocou guardas infiltrados na entrada, então essa cidade é segura pra gente, praticamente.

— Por isso você recomendou que viéssemos pra cá!

— Exatamente!

— Caramba! Não sabia que os Unidos tinham tanta influência assim — comentou Faith.

— Às vezes eu fico impressionado também — acrescentou Kyle.

Enquanto dirigia, Edward observou a estética da rua inicial, moderna, elegante e que exalava luxo. As pessoas entrando e saindo de lojas famosas acrescentaram ainda mais para essa impressão.

— Agora entendo porque Foxglove é tão famosa, só a entrada já atiça meu lado ganancioso.

— Você ainda não viu nada, espere até chegarmos no centro de entretenimento.

— Ai, tô ficando ansiosa pra isso! — disse Faith.

— Vamos logo pra loja do Emil, já tô ficando enjoado com esse perfume da Faith — reclamou o hacker.

— Eu poderia dizer o mesmo do cheiro do seu shampoo, idiota.

— Qual o problema com o meu shampoo?

— É muito forte! Por que não compra algo mais leve?

— Porque eu já me acostumei com essa marca.

— Pronto! Você usa seu shampoo ruim e eu uso meu perfume.

Com um suspiro, o rapaz simplesmente abriu a janela e respirou o ar de fora. Faith lhe deu uma última olhada de canto, e bufou.

Idiota…

Loja de Celulares ACE - Avenida F.A - 07:00 A.M

O grupo avistou a loja que Lacey apontou no GPS — um prédio moderno e minimalista — com a logo sendo um sapato com asas, remetendo a Hermes. O líder do grupo levantou uma sobrancelha.

— Sei lá… essa logo ficaria melhor em uma loja de sapatos, não acham?

Todos riram, concordando com a opinião dele.

— É… acho que o Emil vai ter que ter uma reunião séria com a equipe de design — comentou Kushina.

Na loja, os Unidos ficaram hipnotizados pelos aparelhos, cada um mais tentador que o outro, e Kyle não perdeu tempo para comprar um novo modelo.

— Teu celular já não é bom o suficiente, Kyle? — perguntou Lacey.

— Ele é bom, mas a tecnologia que preciso não está nele.

— Você vai comprar no cartão? — perguntou Edward.

— Que nada! Com bitcoin tudo ficou mais fácil.

— Eu não sabia que as lojas começaram a permitir bitcoin, isso é legal — comentou Faith, com um olhar curioso para o novo modelo de Denvers.

— Viva a modernidade! — exclamou o rapaz, tirando algumas risadas do grupo.

Eles se aproximaram da recepcionista, uma moça jovem de cabelos castanhos ondulados e um sorriso tranquilo.

— Posso ajudá-los?

Lacey se aproximou do balcão.

— O seu chefe tá aí?

— O Sr.Jinx? Com certeza, vocês agendaram uma reunião ou algo assim?

— Mais ou menos, diga a ele que a Lacey está aqui.

— Tudo bem.

Ela fez uma ligação rápida, e após ter recebido a resposta, acenou e permitiu que eles avançassem.

— Vocês podem subir, fiquem à vontade.

— Obrigada.

Todos entraram no elevador e foram ao último andar. Enquanto subiam, Edward perguntou a Kushina.

— Me conte mais sobre esse homem, Emil Jinx.

— O Emil é um grande amigo meu. É praticamente o cofundador dos Unidos, com o dinheiro dele conseguimos crescer bastante e estamos prontos pra enfrentar nossos queridos líderes.

— Puxa… é uma missão e tanto, esse cara tem meu respeito.

Quando puxou a porta do escritório, a primeira coisa que Edward viu foi o extravagante CEO utilizando uma camisa de praia amarela, bermuda e chinelo, seus cabelos eram longos e castanhos e a barba bem cheia.

Emil percebeu o grupo e se levantou animado.

— Lacey! Kyle! Há quanto tempo, galera!

— Oi, Em! prazer em te ver.

— Fala, mano!

Ele se aproximou e abraçou os dois. Sua personalidade era contagiante, Faith e Edward ficaram sem reação ao terem suas expectativas quebradas depois de finalmente conhecerem o homem que financiava os Unidos.

— Eu… não esperava por isso.

— Nem eu.

Jinx cumprimentou os dois novatos e arregalou os olhos ao ver o líder.

— V-Você é o Edward?

— Sim, sou eu.

— Cara… Eu sou o seu maior fã!

O homem o abraçou tão forte que quase o deixou sem ar, porém o sentimento agradável de ter um fã foi difícil de ocultar.

— Eu assisti ao desfile, não sei como conseguiram escapar.

— Também estou surpreso, mas aliviado em saber que conseguimos.

Voltando a sua cadeira, Emil pediu para que eles se aproximassem.

— Qual o plano de vocês quatro no momento?

— Bem… por enquanto vamos descansar e nos preparar para prosseguir, a invasão que fizemos foi muito cansativa, e precisamos deixar a poeira baixar pra não chamar atenção indesejada.

Com a explicação, o homem mexeu em sua barba e soltou um grunhido de compreensão.

— É… não dá pra se precipitar nesse momento, a Central com toda certeza vai querer vir atrás de vocês.

— Em, existe algum lugar que possamos ficar?

— Olha… tenho algumas ideias, vocês podem falar com os meus comandantes na cidade, eles estão nas duas regiões principais e vão ajudá-los.

— Onde podemos encontrá-los? — perguntou Kyle.

— O mais próximo está na região de Starqueens, na Wave Records.

— Wave Records… ok! vamos pra lá! — respondeu o líder.

— Ótimo! Vou avisá-lo que estão indo, queria passar mais tempo com vocês, mas tenho que trabalhar, me desculpem…

— Tudo bem, Em, nós entendemos, até outro dia. — disse Lacey.

— Até! Boa sorte na jornada.

Os membros saíram do escritório, voltando para a loja do primeiro andar. Antes que saíssem, a recepcionista os chamou.

— O Sr.Jinx me pediu para orientá-los sobre o caminho, vou mostrar as coordenadas.

Keaton sorriu e olhou rapidamente para o crachá da mulher.

— Obrigado… Scarlet.

— De nada. É um prazer ajudá-los, Sr.Keaton.

Depois que mostrou as coordenadas do GPS, ela retornou para a loja, e os Unidos foram para a região de Starqueens.

Danna’s Heaven - 05:30 P.M

A luz do fim de tarde iluminou o rústico restaurante, frequentado geralmente por nostalgistas e amigos da dona. Sentado na mesa dos fundos, estava um homem jovem de cabelos pretos bagunçados, seu olhar estava focado em um ponto específico da xícara. Ele tomou o café em ritmo lento, pensativo com algo.

Danna se aproximou dele e sentou à sua frente, pensando no que falaria enquanto mexia no cabelo grisalho.

— O que houve, garoto?

Ele não respondeu de imediato, soltando um longo suspiro, o que sinalizou à mulher, o que ele estava pensando.

— Feliz aniversário.

— Obrigado.

— Escuta… sei que queria vê-lo aqui, e sinto muito por isso. Você é um pirralho depressivo, mas me importo muito contigo, Dam.

O homem sorriu de canto e a encarou finalmente.

— Por que está tão melosa, velha? Você não é assim.

Ela riu de deboche e desviou o olhar.

— Devia agradecer que eu ainda te deixo tomar café de graça aqui, seu moleque.

— O café tá gostoso, aliás.

— Pelo menos ainda sabe elogiar.

Os dois se levantaram, e Damian abraçou a mulher, que ficou um pouco envergonhada, mas retribuiu com a mesma afetividade.

Após isso, eles se afastaram, e uma expressão mais suave se formou no rosto de Danna.

— Se cuida, Dam.

— Você também, Danna.

Eles se despediram. Quando saiu do restaurante, o rapaz ajustou sua jaqueta de couro antes de subir na moto, voltando para seu apartamento na área mais pobre da região.

Chegando na rua, ele torceu o nariz ao observar o ambiente abandonado pelos políticos, as luzes piscavam, haviam buracos na estrada e ele observou a cena de um bandido roubando a bolsa de uma mulher.

Na próxima vez, vou me lembrar de não economizar em alugar um apartamento…

Damian entrou em seu apartamento, um pouco melhor que a visão da rua, o dinheiro que recebia serviu para melhorar o interior da moradia enquanto procurava outro lugar.

Sentando no sofá, ele recebeu uma ligação, e atendeu logo em seguida.

— Sim?

— Ei, Dam, tudo bem? — disse uma voz feminina do outro lado.

— Sim. Temos serviço?

— Não vai nem perguntar como eu tô? Achei que fosse sua melhor amiga.

— Você é… Bem…

A mulher riu da hesitação dele.

— Deixa pra lá, eu tô brincando, sei como é difícil pra você demonstrar afeto por mim.

— Você fala como se a gente estivesse namorando.

— Hum… não parece uma má ideia.

Ele suspirou pesado, entediado com a conversa.

— Diz logo o que precisa, Holly.

— Ok, ok. Temos uma nova missão, capturar um grupo anônimo chamado Unidos.

O homem levantou uma sobrancelha.

— Unidos!? Que nome ridículo é esse?

— Não é? O Lance disse a mesma coisa quando a Guardiã nos contratou.

— Vou me preparar, Agente Shadow desligando. Salve Nexus.

— Salve Nexus.

A ligação foi encerrada, e ele se dirigiu ao seu quarto para preparar o equipamento.

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