One Vision - Escritório do CEO - 9:30 A.M
George estava muito ocupado com as questões burocráticas da One Vision. Esmagado pela pressão de organizar as coisas para o desfile de moda, ele se viu cheio de ocupações, enquanto seus nervos explodiam em ansiedade e frustração.
— Isso não acaba nunca!
Sua expressão irritada foi o cartão de visitas para sua assistente.
— Sr.Ferrera? Está tudo bem?
— Não é nada, só estou sobrecarregado.
Ele a convidou para se sentar e passou as instruções. Com o cansaço tomando por completo seu corpo, George decidiu sair do escritório rumo a cafeteria, a fim de recarregar as baterias para voltar ao trabalho.
O homem seguiu até a cafeteria da empresa, o lugar era amplo e com um visual moderno e agradável, a iluminação natural contribuiu para a sensação de calmaria. Outros funcionários estavam descansando e comendo.
— Olha, é o Sr. Ferrera…— sussurraram um seguido do outro, surpresos com a presença do CEO.
Com a xícara de café quente em sua mão, ele andou até uma área mais vazia, onde os murmúrios estavam mais toleráveis, e o canto de pássaros mantinha o ambiente tranquilo. Após ter sentado em uma mesa, ele levou a xícara até sua boca, e sentiu o gosto de café no ponto ideal.
— Boa tarde, chefe! — disse uma voz feminina, bastante familiar. Ele levantou a cabeça e viu Christy sentada à sua frente.
Ele estreitou os olhos, em seguida abrindo um sorriso no rosto e piscou os olhos em um ritmo mais lento, lutando contra a vontade de dormir.
— Finalmente nos encontramos.
A conversa fluiu, com os dois falando do que fizeram durante os anos em que não se viam; Christy — com seu sorriso descontraído e contagiante — envolveu o amigo de infância em sua empolgação, o companheiro apesar de cansado, fixou seu olhar na mulher, prestando atenção em tudo que falava.
— Aliás, quando você teve a ideia de criar uma agência como essa? Não imaginava que você gostava dessas coisas.
— É uma longa história… se tiver paciência para ouvir.
— Eu tenho!
— Então vou contar.
Casa dos Ferrera - 15 anos atrás
— Olha filho! É a Samantha Hoover, ela não é incrível?
O garoto olhou para a modelo na TV, acenando levemente a cabeça.
— Sim mãe, ela é muito graciosa.
Ele a encarou novamente, observando seus cabelos pretos, olhos castanhos e as sardas evidentes em sua pele branca. Logo após, ele segurou seu rosto e acariciou.
— Mas a senhora é muito mais!
Mary Ann beijou o rosto do filho e o abraçou com força.
— Caramba, chefe! Que história linda.
— Obrigado… se não fosse pela minha mãe, eu não teria essa ideia.
Um silêncio agradável se instaurou entre eles. A loira comeu um pedaço de bolo, enquanto o moreno deu outro gole no café.
— Me conta sobre você, quero saber o que te fez se tornar modelo.
Christy colocou o pedaço de bolo de volta no prato, limpando a boca com um guardanapo.
— Eu conto… não seria justo se eu não compartilhasse.
Os olhos dela se mantiveram fixos no garfo, evitando encarar George, ele estreitou o olhar, mas continuou prestando atenção.
Casa das Summers - 15 anos atrás
— Eu não consigo, mamãe. — disse a pequena Christy, com o rosto escondido nas mãos.
A mãe dela — que acariciava seus cabelos — fez um estalo com a língua e sorriu para a criança.
— Claro que consegue! Você é muito linda e inteligente, mas é apenas uma sugestão, quero que faça o que te deixa feliz.
Christy soluçou, mas sua vontade de chorar foi sumindo aos poucos, as palavras de sua mãe ecoaram em sua mente, então, após secar as lágrimas, ela disse:
— Tudo bem… Vou tentar!
Um abraço cheio de amor finalizou a conversa das duas e validou o sentimento de não estar sozinha na pequena, sabendo que poderia contar com o apoio de sua mãe.
— Parece que nós dois conseguimos alcançar nossos objetivos, hein?
— Pois é, o destino foi bonzinho com nós dois, bem… muito mais com você, chefe.
— Que nada, você é a estrela, e eu sou apenas o cara que te paga.
Os dois se levantaram, e caminharam juntos para os seus postos de trabalho. George percebeu no olhar distante de Christy que ela guardava algo mais complexo sobre esse sonho, mas decidiu continuar a conversa sobre o amigo deles.
— Sabe, eu estou feliz em ver que o Eddie está focado em outra coisa além… daquele dia.
Christy apertou os dentes com a menção da morte de Marcus.
— Eu fiquei preocupada, sabe, ele estava obcecado com o-
A loira se calou. Lembrou-se da promessa que fez ao melhor amigo, mesmo sendo o outro amigo.
— Está tudo bem?
— S-Sim, lembrei que preciso retocar a maquiagem pras fotos, a gente conversa depois, foi bom te ver de novo, George!
— Foi bom te ver também…
Ela foi para a sala de descanso com pressa. O CEO coçou a nuca, mas logo ignorou a conversa quando lembrou de seu trabalho pendente, entrando no elevador e seguindo para o escritório.
Algumas horas depois, George finalmente terminou suas tarefas e se permitiu descansar um pouco. Ele acessou o blog de Keaton para assistir alguns vídeos antigos, porém foi interrompido quando o telefone tocou.
Com um suspiro, ele atendeu.
— Sim?
— Senhor, o G.S está pedindo para subir, está tudo bem para o senhor?
— O G.S? Pode mandá-lo subir!
O telefone desligou e o homem mordeu as bochechas, ele não confiava no Governo, e sabia que uma visita do líder de St.Dennis nunca foi bom sinal.
Minutos depois, o homem entrou no escritório com sua secretária Elizabeth, ambos com sorrisos que não chegavam aos cantos dos olhos. Suzane entrou junto deles, curiosa com a conversa que o líder queria com seu chefe.
— Boa tarde, Sr.Ferrera!
— Boa tarde, Governador.
O homem e sua secretária se sentaram nas cadeiras, Suzane ficou ao lado de George, apertando a manga de sua blusa.
— Tem algum motivo para a visita, senhor?
— Ah, nada demais, George, queria agradecer pelo convite para o desfile, e conhecer o jovem magnata dono de uma empresa tão próspera.
Ferrera ignorou o elogio com seu profissionalismo habitual, com um sorriso falso e coçando a nuca para aparentar estar nervoso, estava disposto a ver as reais intenções do G.S.
A conversa inicial foi bem simples, questões de negócios, a parceria da One Vision com o Governo Supremo e o investimento do mesmo. George não conseguiu deixar de tremer um pouco ao estar de frente com o Governador.
O homem se levantou da cadeira e se aproximou do CEO, deixando a ele e a Suzane, paralisados.
— Eu tenho uma proposta, George.
— Que proposta?
— Sabe… O Governo como um todo não consegue trabalhar sem a colaboração do setor privado, você não imagina o quanto respeitamos seu trabalho e gostamos do que fazem.
George engoliu em seco.
— Aonde quer chegar, senhor?
— Elizabeth?
Com o comando de Core, sua secretária abriu o notebook e mostrou toda a pesquisa de dados da One Vision, gráficos e tabelas com os resumos financeiros da empresa, além de uma previsão da própria Elizabeth para o futuro da empresa.
— O Governo Supremo é até o momento o maior investidor da One Vision, como você sabe, temos um certo nível de poder por aqui, não sabe? — perguntou a mulher.
Suzane bateu na mesa com força e perguntou:
— Dá pra ser direta? O que vocês realmente querem?
Core acenou para que Stones continuasse.
— Queremos comprar toda a One Vision, ninguém precisa ser demitido no processo.
Os dois líderes da empresa encaravam o Governador e Elizabeth, perplexos com o que acabaram de ouvir. George soltou uma risada, balançando a cabeça.
— Vocês só podem estar de brincadeira.
— Não, Sr.Ferrera, estamos falando sério, nesse gráfico aqui-
— Eu estava sendo sarcástico, Elizabeth.
A mulher engoliu em seco. Core tocou em seu ombro para confortá-la.
— Por favor, George, tenha paciência com ela. É difícil captar essas coisas quando se tem autismo, sabe.
O CEO arregalou os olhos, enxergando a ruiva de uma forma diferente.
— Eu não sabia, me desculpe.
— Está tudo bem, não se preocupe. — disse Elizabeth, se aproximando do toque gentil do Governador.
Core decidiu continuar a conversa.
— Tudo o que queremos é que obedeça ao Governo Supremo e promova a nossa mensagem, e em troca deixamos você comandar sua empresa da forma como quiser, prometemos não interferir.
O CEO ficou pensativo, trocou olhares com sua secretária para ter apoio, embora já soubesse a resposta, ele nunca conseguiu superar bem a pressão que esse tipo de situação trazia.
Sentindo-se confiante com o olhar calmo de Suzane, George sorriu, e então disse:
— Obrigado pela oferta, mas eu me recuso, não quero ter vínculo com o Governo além do que já temos.
Core sorriu, mas era algo estranho, fora do natural, o que despertou um alerta no moreno.
— Pense bem, George, nós poderíamos simplesmente retirar o investimento que colocamos na empresa em um piscar de olhos.
— Eu entendo, assim como em um piscar de olhos, informações sobre o suposto ataque de Virtute poderiam vazar na internet, nunca se sabe.
Com a ameaça dele, o G.S e sua assistente congelaram. O governo tem poder para coagir a todos sem muito esforço, porém a força de influência da One Vision na opinião popular é tão perigosa quanto, e eles não queriam pagar para ver esse circo pegar fogo.
Michael apertou a mão de George, os músculos sentiram a força controlada, e o perigo continuava no ar.
— Agora eu entendo porque você é o dono disso tudo, George, você tem garra, isso é algo raro hoje em dia.
— Obrigado, senhor.
— Vamos, Elizabeth, temos outro lugar para ir, certo?
— Sim, vamos!
— Obrigado por nos receber, George, até o dia do desfile.
— Até.
Com isso, eles saíram do escritório, deixando George e Suzane sozinhos, o homem respirou fundo e segurou a mão da secretária.
— Você está bem, George?
— Sim, sim… obrigado por estar aqui, Suzane.
Ela sorriu e massageou seus ombros.
— Eu senti algo ruim quando aqueles dois vieram, não podia te deixar sozinho.
— Você sempre sabe o que fazer, é impressionante.
— Claro que sei! Senão nunca teria visto o potencial de um homem como você para fundar essa empresa.
George beijou a mão dela e a segurou com ternura.
— Tem razão, obrigado…
De volta a Christy, ela continuou fazendo seu trabalho, recebendo elogios por ter conseguido aprender rápido como fazer as poses e por ser bastante satisfatório trabalhar com ela.
Jennifer a observou de tempos em tempos, ainda mantendo sua expressão soberba e invejando a popularidade da loira.
A ruiva se aproximou da colega de trabalho, cutucando seu ombro para chamar sua atenção.
— Vi que estava conversando com o Sr.Ferrera, vocês ficaram um bom tempo lá.
Christy revirou os olhos e se virou.
— Sim, e isso deveria ser um problema?
— Problema nenhum, eu não me importo com sua vida, contanto que não atrapalhe a minha.
— Então, o que você quer?
— Acha que eu não percebi? A repentina mudança de comportamento dos funcionários, sua aproximação do CEO, eu já entendi o que quer.
A loira ficou de boca aberta, sabendo o que a ruiva estava insinuando.
— Espera aí! não é nada disso que está pensando!
— Não!? Então você não está se aproximando do chefe pra conseguir se dar bem por aqui? Você não me engana, Summers, desde o tempo da escola você faz isso.
Em um pico de raiva, Christy deu um tapa no rosto da ruiva, lágrimas saíram de seus olhos e ela mordeu os lábios, todo mundo, incluindo Edward, pararam o que estavam fazendo e observaram a situação.
Lincoln se aproximou das duas, com um olhar de reprovação.
— O que está acontecendo aqui?
As duas modelos permaneceram caladas.
— Voltem para seus postos, e se algo assim acontecer novamente, eu vou ter que mandá-las embora, ouviram bem?
Elas acenaram e se afastaram para lados opostos com as cabeças baixas, Christy ainda chorando e Jennifer esfregando a bochecha onde levou o tapa.
Depois de ver a cena, Edward se aproximou da amiga e enxugou as lágrimas de seu rosto.
— Levante a cabeça, Christy.
Ela obedeceu e o encarou, os olhos marejados piscaram raṕido, em uma medida desesperada de impedir que mais lágrimas caíssem.
— Ela me acusou de estar me aproveitando do George, eu nunca faria isso.
— Eu sei disso! Mais do que qualquer pessoa aqui.
— Eu não sei por que ela disse aquilo, eu não fiz nada pra ela.
— Esqueça aquela idiota, continue confiante e não tenha medo, a verdade sempre vem a tona, então apenas fique calma, ok?
Ela sorriu e acenou, lhe dando um abraço rápido e se afastando logo em seguida.
— Obrigada por estar do meu lado, te amo!
— Também te amo, sua boba.
Vendo o bom humor retornando ao rosto da loira, Edward retorna ao seu posto, e Christy faz o mesmo, dessa vez tranquila e confiando que tudo dará certo.
Juniper Falls Street - Mansão do G.S - 06:25 P.M
Como ele sabe daquilo?
Core estava nervoso, andando de um lado para o outro pelo jardim dos fundos, sua esposa ficou preocupada e se aproximou para entender o que estava acontecendo.
— Está tudo bem, Michael?
O homem se virou repentinamente, deixando-a um pouco assustada, quando viu quem era, respirou fundo e se acalmou.
— Problemas do trabalho, querida, não se preocupe.
A morena sorriu e segurou sua mão.
— Não precisa aguentar tudo sozinho, sabe que estou aqui para te dar suporte, não é?
— Claro que sim! Mas é sério, não precisa se preocupar.
— Tá bom, tá bom. Quando terminar vamos assistir alguma coisa?
— Sim, daqui a pouco eu subo.
Eles se beijaram e a mulher entrou na mansão. Em seguida, Elizabeth surgiu, querendo mostrar algo para o chefe.
— Senhor, olha isso aqui!
— O que foi, Elizabeth?
Ela entregou seu notebook, e o G.S travou ao ver o blog de Edward, ele reproduziu um dos vídeos e ficou assustado com o conteúdo.
— O que é isso? Como essa pessoa conseguiu tanta informação?
— Eu recebi o link desse blog de uma conhecida, ela é infiltrada de um grupo que quer destruir o Governo.
— O quê? Isso é inadmissível!
Core entregou o notebook para a secretária e se sentou no banco próximo. Ele coçou a cabeça com força, como se estivesse tentando eliminar a raiva com essa ação.
— Espera aí, o Ferrera tem informação secreta do governo contra a gente, será que ele tem acesso a esse blog?
— Provavelmente, senhor.
Uma lâmpada acendeu na cabeça do político, e ele sorriu com a ideia que surgiu.
— Elizabeth, quero que investigue e ache o verdadeiro dono desse blog, essa pode ser nossa arma contra aquele garoto esperto.
— Entendido, irei fazer isso.
Ashveil Street - Apt.104 - 07:00 P.M
Keaton tomou um gole de café enquanto continuava navegando na internet. Ele checou o blog e viu o resumo mensal de atividade, o site atingiu uma boa média de visualizações e comentários, e como sabia a origem disso tudo, ele ficou ainda mais satisfeito.
Sua alegria reduziu quando recebeu uma notificação de notícias do sistema, os canais locais estavam comentando sobre o desfile de moda da One Vision.
Ele entrou na live apenas para ouvir de fundo enquanto trabalhava em outras coisas.
— Tomara que isso tudo valha a pena…
Central - Castellum - 07:34 P.M
Enquanto isso, no país-território futurista, repleto de ciborgues, carros voadores e robôs que se comportavam como humanos, estava o Grande Palácio, onde habitava o Mestre Supremo, o grande líder daquela era.
Enquanto andava pelo palácio, todos os empregados e oficiais paravam o que estavam fazendo para venerá-lo. Ele chegou à Sala de Honra, seu posto de comando principal.
Lá estavam seus principais agentes: Sophia Eratis, Darius Philips e Seth Kane. Todos se ajoelharam em reverência ao Mestre Supremo enquanto ele se sentava em seu trono.
— Boa noite, Mestre! — Todos disseram em uníssono.
— Boa noite. Darius! Os relatórios, por favor.
O homem branco de cabelos tingidos de azul e um impecável terno preto se aproximou da tela holográfica e mostrou os gráficos.
— Os números têm se mantido estáveis, como sempre. St.Dennis e Virtute lideram os rankings de economia e segurança.
O temido líder sorriu, acenando com a cabeça e batendo o dedo no braço do trono.
— Esses territórios nunca estiveram em baixas desde a unificação, nem mesmo os antigos presidentes teriam capacidade de chegar nesses números.
Darius acenou, porém, seu olhar mudou enquanto checava os números, o seu olho esquerdo tremeu e ele estalou com a língua.
— O que lhe aflige, Darius?
— Mestre, Brasa Ardente continua em último nos dois rankings…
O homem bateu no braço do trono.
— Como um lugar tão grande e cheio de recursos continua tendo as piores gestões? É inacreditável!
Seth, passando a mão em seus longos cabelos negros, soltou um comentário.
— Eu ouvi que nem mesmo a população consegue ser minimamente decente no geral, muito deprimente.
Sophia concordou com o que o homem dizia e imitou o comportamento dele, mexendo em seus cabelos castanhos ondulados.
— Eu não sei como esse lugar ainda consegue existir depois da unificação.
— Quais suas ordens, Mestre? — perguntou Darius.
O líder bateu o dedo várias vezes no braço do trono. Os outros sabiam que esse gesto surgia antes de uma decisão radical, o ar ficou mais pesado, e o frio do ar condicionado parecia ter aumentado.
De repente, as batidas pararam.
— Utilize a Lonestar para dar-lhes um aviso mais convincente, eu fui paciente demais com eles.
O relator engoliu em seco e fez uma ligação. Quase que de imediato, o satélite destruidor lançou um laser que atingiu as várias regiões de Brasa Ardente, causando um verdadeiro massacre.
Os canais de notícia de todo o mundo começaram a relatar o acontecido, inclusive de St.Dennis. Edward ficou completamente assustado com a notícia: cenas ao vivo de destruição por toda Brasa Ardente, pessoas gritando e chorando — um pesadelo real.
— O que eles estão fazendo? Tem pessoas inocentes morrendo!
Todos que estavam assistindo entenderam que não deveriam desafiar o Mestre Supremo, e isso os incentivou a obedecerem mais. Edward socou a parede com força, em uma tentativa desesperada de se acalmar.
Os outros integrantes dos Unidos também viram a destruição causada por Lonestar e foram notificados de que o laser atingiu um dos esconderijos do grupo no país-território, causando a morte de membros. Lacey ficou arrasada e descontou toda a raiva que estava sentindo em um saco de pancadas no seu quarto.
— Monstros! Como podem ser tão frios?
De volta a Central, tanto os agentes quanto o líder supremo assistiram as notícias de última hora.
— Pronto, Mestre.
— Obrigado, Darius, assim quem sabe eles pensam duas vezes antes de me irritarem com sua incompetência.
