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A Caça · Epílogo: Além de Edge Times
A Caça
arco 1 · St.Dennis

Epílogo: Além de Edge Times

por PsyBRYsp1.426 palavras~6 min

Ashveil Street - Apt.104 - 00:15 A.M

Lands entrou no antigo apartamento de Keaton, ainda bagunçado em certos locais, porém mil vezes mais limpo do que o esperado.

— Esse garoto consegue ser mais preguiçoso que eu, impressionante. — comentou ele, enquanto inspecionava cada cômodo de forma detalhada.

Ele apagou o cigarro e observou as fotos de família do homem, sentindo-se nostálgico ao ver o rosto dos que eram seus conhecidos em certo momento.

O que será que aconteceu com Marcus?

Quando se aproximou do computador de Edward, David ficou surpreso ao ver que o aparelho estava sem o SSD, levando-o a soltar um riso.

Olhando em volta, ele percebeu que o líder dos Unidos não deixou nada para trás, tirando as fotos da família.

Ele devia estar com pressa pra esquecer a foto dos pais…

Visto que não teria muito o que fazer, Lands pegou as fotos dos pais de Keaton e saiu do apartamento, deixando para trás um cenário abandonado e sem personalidade.

Prisão de Edge Times - Refeitório - 08:30 A.M

No outro dia, George tomou café com Hiro e alguns prisioneiros que se tornaram seus subordinados.

— Quer mais café, chefinho? Podemos pegar mais com a merendeira.

— Não precisa.

— Entendido.

Antes que pudesse morder um pedaço de pão, um dos guardas surgiu e o chamou. Ele ficou surpreso, e um pouco preocupado.

— Aconteceu alguma coisa?

— Sr.Ferrera, poderia me acompanhar, por favor?

— Ah… claro.

Ele se levantou e acompanhou o agente, Hiro observara a cena com um sorriso satisfeito.

Cara sortudo…

Durante a caminhada, George percebeu que o homem estava nervoso, completamente diferente do comportamento do primeiro dia.

Quando chegaram à sala, o chefe do departamento rapidamente se levantou e o cumprimentou.

— Sr.Ferrera! Que bom te ver!

O CEO foi solto das algemas e ficou confuso.

— O que aconteceu pra tanta alegria, senhor?

— Bem… depois de tudo o que aconteceu ontem, está claro que o senhor não deveria estar aqui na prisão, sinto muito pelo que aconteceu.

— Tudo bem, eu imagino que estavam sendo obrigados a isso, certo?

O chefe olhou para a mesa à sua frente, envergonhado.

— S-Sim! O Governador nos comandou nisso tudo, e mais uma vez peço desculpas em nome da ETPD, nunca deveríamos deixar uma coisa assim acontecer.

— Espero que a partir de hoje coisas como essa não aconteçam novamente — respondeu George, com um tom de voz mais grave.

— Pode ficar tranquilo, não deixaremos uma corrupção como essa acontecer no departamento de novo. Bem… o senhor está livre da prisão, pode ir para casa.

— Antes de ir, vou me despedir de um colega.

— C-Certo, fique à vontade!

Ele retornou ao refeitório, com Hiro e os outros que esperavam por ele.

— Parabéns pela liberdade, parceiro.

— C-Como sabia que eu-

— Cara… o Smith faz sempre a mesma cara quando alguém está prestes a ser solto.

Eles encararam o guarda, que desviou o olhar com um suspiro de frustração.

— Sempre bancando o espertinho, hein Kushina?

— A culpa não é minha que você é um livro aberto.

Todos riram, aumentando ainda mais a frustração do guarda.

George apertou a mão do ruivo, que retribuiu com um sorriso calmo.

— A gente se vê por aí, prometo vir te visitar de novo.

— E traga uma das suas modelos com você.

— Não prometo nada.

Os dois se despediram, os outros prisioneiros comemoraram a liberdade de George enquanto ele foi embora.

Na saída, uma viatura estava esperando para levá-lo embora.

All Star Street - Casa da Suzane - 08:40 A.M

Ferrera pediu ao policial que parasse na frente da casa de sua secretária. Assim que a viatura foi embora, ele respirou fundo e tocou a campainha.

— Já vai! — respondeu a voz feminina do outro lado.

A mulher abriu a porta, e congelou ao ver seu chefe, livre, com roupas normais, e um sorriso caloroso.

— Senti sua falta… — disse ele, abrindo os braços para ela.

A loira não respondeu, apenas o abraçou firme e chorou.

— E-Eu também senti sua falta, George.

Ela apoiou a cabeça em seu peito e ficou ali, com o toque gentil e se lembrando de todos os momentos que passaram juntos, tanto no trabalho, quanto no cotidiano.

Quando se afastaram, os sorrisos não se desfizeram, e o CEO encarou o relógio no pulso dela.

— Que horas são?

— 8:45.

— Posso dirigir seu carro?

— Pra onde vamos?

— Para onde nunca deveríamos ter saído.

Ela se empolgou ao entender o que ele quis dizer, e lhe entregou a chave do veículo, se virando para trancar a casa antes de sair.

Prédio da One Vision - 08:50 A.M

Eles entraram na agência, onde poucos funcionários acabaram de chegar, e os mesmos ficaram surpresos ao ver o antigo chefe.

— Sr.Ferrera!

— Não acredito no que estou vendo, o senhor está livre!

— Eu sempre acreditei que o senhor iria voltar!

Reunidos para cumprimentá-lo, George deixou um sorriso escapar ao ver a confiança de seus funcionários nele.

— Obrigado, gente, não sabem o quanto isso me deixa alegre.

Suzane também sorriu e segurou o braço dele.

— Vamos ver nossas estrelas? — perguntou ela.

— Com certeza.

Os dois entraram no elevador e foram para o estúdio de filmagens.

Enquanto isso, no estúdio, poucas modelos estavam presentes, Christy, Jennifer e Lincoln foram os primeiros a chegar.

— O que vai acontecer com a agência? — perguntou Jennifer.

— Provavelmente teremos um CEO interino, até decidirem quem realmente vai permanecer — respondeu Lincoln.

— Ninguém pode substituir o George, ele é o único que consegue manter isso tudo de pé — exclamou Christy, com determinação.

— Não se preocupe, ninguém vai me substituir — respondeu uma voz masculina na entrada.

Todos se viraram ao mesmo tempo e viram George com Suzane, de cabeças erguidas.

Christy ficou sem reação por alguns segundos, até que correu e abraçou os dois com força, chorando sem parar.

Ferrera riu junto com Spencer, e o homem acariciou o cabelo da velha amiga.

— Ei, sua chorona, não vá ficar com os olhos inchados antes de aparecer nas câmeras, ouviu?

Suzane levantou o rosto da modelo, as lágrimas continuaram caindo, seu rosto estava vermelho e ela soluçou enquanto tentava se controlar.

— Parabéns pelo título, Chris, você mereceu.

— O-Obrigada, chefe.

Os três se afastaram e Summers enxugou o rosto, conseguindo se acalmar com o tempo. As outras modelos e funcionários se aproximaram logo em seguida.

— Sejam muito bem-vindos — disse Lincoln.

— Obrigado por cuidar de tudo, o desfile foi espetacular, apesar do que aconteceu depois — respondeu o CEO.

— Não foi nada, chefe, tive uma excelente mentora.

Ele olhou para Suzane, que o abraçou sem pensar duas vezes.

— Você tem um dom natural pra isso, Lincoln, não poderia ter encontrado alguém melhor para ser booker da agência.

Ele permaneceu calado, desviando o olhar com o elogio.

— Prometo me esforçar cada vez mais.

— Tô contando com você.

George foi ao centro do estúdio e chamou a todos para um anúncio.

— Eu terei uma conversa com os outros líderes, vou esclarecer tudo pra voltar logo, não se preocupem, essa agência vai continuar firme e forte.

Todos aplaudiram as boas notícias, e após se despedirem, os dois foram para o escritório do CEO no último andar.

Chegando lá, Ferrera se impressionou ao ver que não havia nada de diferente depois que Core assumiu o posto.

Pelo menos ele deixou tudo no lugar…

Ele abriu o cofre, e respirou aliviado quando viu que Michael não mexeu.

— George, você nunca me mostrou o que tem nesse cofre…

Seus olhos se arregalaram levemente, o homem travou e apertou o cofre até as pontas dos dedos embranquecerem.

— Eu confio em você, Suzie, então… vou te mostrar.

O moreno pegou um envelope e entregou à loira.

— O que tem escrito?

Ele gesticulou para que ela prosseguisse.

A mulher abriu o envelope e pegou uma carta dentro. Quando começou a ler, ela soltou um suspiro de susto.

— G-George…

O homem apenas acenou lentamente, seus olhos estavam sem brilho e a aflição tomou conta.

— Minha mãe deixou isso pra mim antes de…

Ele se sentou em sua cadeira e chorou em silêncio, a única evidência disso eram seus ombros tremendo.

Suzane correu para perto dele, chorando ao seu lado enquanto o envolveu em seus braços.

— Eu sinto muito, George…

— Eu devia estar lá… eu podia salvá-la a tempo.

capítulo 09 de 09

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