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A Caça · Capítulo 7: Unidos (7)
A Caça
arco 1 · St.Dennis

Unidos (7)

por PsyBRYsp3.285 palavras~15 min

One Vision - 02:00 P.M - 1 dia para o desfile

Com o evento cada vez mais perto, a ansiedade das modelos e demais funcionários cresceu em níveis estratosféricos.

— Eu não tenho mais vontade de fazer isso… — disse uma das modelos.

— Sem o chefe e a Suzane esse lugar não é o mesmo… — respondeu outra.

Denise, Christy e Jennifer estavam juntas do outro lado do estúdio, observando o clima tenso e sufocante.

— Precisamos fazer alguma coisa, elas não estão querendo trabalhar — comentou Denise.

— Pois é… Talvez um discurso motivacional ajude.

— Tem certeza disso, Christy? — perguntou a ruiva.

— Certeza eu não tenho, mas não dá para ficarmos paradas aqui.

Assim, as três se aproximaram das outras colegas. Christy engoliu em seco, ajeitou o cabelo e encarou as modelos.

— Que caras são essas? Eu sei que estão tristes, mas eles iriam querer nos ver brilhando, esqueceram?

Uma mulher se aproximou, levemente irritada.

— Pra você falar é fácil, é a favorita.

Mesmo com o ataque, a loira não recuou, mantendo a postura firme.

— Eu também estou triste, podem acreditar, mas decidi me manter forte por vocês.

Todas ficaram surpresas.

— P-Pela gente?

Jennifer e Denise ficaram em silêncio, apenas lhe dando apoio do lado.

— Isso mesmo, não quero que mulheres com tanto potencial percam sua determinação, além disso, tenho certeza que tudo dará certo.

— Ela está certa, vamos dar o nosso melhor, gente! — finalmente respondeu Denise.

— Eu nunca deixaria aquele político sujo estragar meu trabalho.

— Jennifer…

— Que foi? É o que eu acho, só isso.

Todas as modelos riram com a interação, preenchendo o ambiente com um conjunto de vozes leves e femininas. Summers conseguiu aliviar o clima e trazer um pouco de alegria a elas.

— Estou gostando de ver, vamos brilhar, todas nós!

Elas gritaram “Vamos!” em uníssono, e retomaram o trabalho pelo resto do dia.

— Obrigada, Christy.

— Não foi nada, Denise, tenho certeza que faria o mesmo.

— Você é tão gente boa, Chris, vou pegar cárie de tanta doçura.

A loira riu e socou levemente o ombro da ruiva.

— Não seja dramática, Jenny.

— Tudo bem, tudo bem, chega de papo, vamos voltar ao que fazemos melhor, meninas.

Com o comando da morena, elas também voltaram ao trabalho, e apesar da preocupação interna, Summers se sentiu realizada com o incrível feito.

One Vision - Escritório do CEO - 02:25 P.M

Core estava vermelho de raiva, batendo o dedo na mesa e descontando verbalmente em Elizabeth, que estava encolhida e olhando para baixo.

— Ainda não encontraram aquele merdinha?

— A polícia não conseguiu encontrá-lo depois da perseguição, eles fugiram…

Ele socou a mesa com força, causando um barulho alto e fazendo com que a ruiva soltasse um gemido assustado.

— Ótimo! Que ótimo!

O homem percebeu a expressão no rosto da secretária, e sentiu uma pontada de culpa, respirando fundo para poder se acalmar.

— Me desculpe, Elizabeth… Você não tem culpa de nada…

— Tudo bem, Sr.Core… Entendo sua frustração.

— Você pode sair um pouco? Quero ficar sozinho para pensar.

— Tudo bem, senhor.

A mulher se retirou, deixando o G.S em seu estado pensativo comum, ele se inclinou para trás e encarou o teto.

Se esse moleque continuar vivo, meu plano vai por água abaixo.

Stones andava pelo prédio, se sentindo entediada e procurando alguma coisa para fazer. Ela parou na porta da sala de descanso das modelos, curiosa, entrou lentamente.

Ao entrar no cômodo vazio, a mulher foi em direção aos espelhos, e se encarou por alguns segundos, um sorriso amargo apareceu em seu rosto enquanto ela observava as próprias feições.

Se eu pudesse voltar no tempo…

O momento calmo foi quebrado quando Christy entrou na sala, assustando a ruiva, que se afastou do espelho para encarar a loira.

— Oi… não sabia que teria alguém aqui, meu nome é Christy, você trabalha com o Governador, não é?

Stones ficou em silêncio enquanto analisava a mulher, então, ela respondeu.

— Elizabeth, prazer em te conhecer.

Sua linguagem corporal era ambígua, com os braços cruzados, mas encarando com um olhar tranquilo, o que deixou Summers em uma linha tênue de conversar mais e ir embora.

Apesar do silêncio constrangedor, ela suspirou e perguntou:

— Como é trabalhar para ele? Você gosta?

Elizabeth se surpreendeu com a pergunta, abrindo a boca para responder, mas nenhum som saiu, ninguém tinha feito esse tipo de pergunta para ela no passado.

— Eu… não sei. Quero dizer, não é que eu não goste de trabalhar com o Sr. Core, é porque nunca tinha pensado por esse lado… é o que eu fui designada a fazer, só isso.

— Entendi. Então você já está acostumada com esse serviço, não é?

— Sim.

— Você tem algum sonho, Elizabeth?

A ruiva encarou a modelo novamente, algo passou por sua cabeça, uma memória do passado que tentou ferozmente apagar, porém não conseguiu.

— Eu tinha…

— Sério? E o que é?

Christy se aproximou e segurou a mão de Stones, empolgada para ouvir o que ela tinha a dizer. A proximidade deixou a mulher congelada, sua visão ficou um pouco embaçada e por alguns segundos ela permaneceu quieta.

De repente, ela se afastou do toque e segurou o próprio corpo, respirando ofegante.

— Está tudo bem?

— S-Sim! Eu preciso ir, me desculpe.

A ruiva saiu da sala de descanso, deixando Summers sozinha e confusa com o que acabou de acontecer.

Red Maple Loop - 03:00 P.M

Edward estava fazendo suas pesquisas pessoais, procurando evidências contra Core para incriminá-lo e assim, libertar George da prisão.

Não se preocupe, cara, vou te tirar daí.

— Edward Keaton, você está preso! — sussurrou uma voz feminina em seu ouvido.

Ele pulou da cadeira, batendo o dedo do pé na quina da mesa.

— Ai! Ai! Ai!

A pessoa ao seu lado era Faith, que segurou a risada ao ver a reação dele.

Ele soltou um grunhido de frustração, misturado com o sentimento de alívio depois de ter visto que era ela.

— Muito engraçado, Faith.

— Devia ter visto sua cara.

— Como você entrou, hein? Tenho certeza que deixei tudo trancado.

— Você deixou, mas eu sempre consigo entrar em lugares trancados.

— Não seria melhor bater antes?

— É, eu poderia fazer isso, mas queria pregar uma peça em você.

Com um estalar de língua, ele retornou ao que estava fazendo, a detetive se sentou ao seu lado, observando o trabalho.

— O que tem nessa pasta? — perguntou Keaton, olhando de canto.

Faith deu um sorriso malicioso e entregou a pasta para ele.

— Suas evidências, de nada.

O homem abriu o objeto e arregalou um pouco os olhos, surpreso com o material recheado de informações sobre Core.

— Tem certeza que não vai se ferrar por ter surrupiado isso da polícia?

— Bem… acho melhor você digitalizar tudo e me devolver, gosto do perigo, mas não quero perder o emprego.

— Boa ideia.

Edward fez isso e devolveu o material logo em seguida.

— Obrigado pela ajuda, Faith.

— De nada, e boa sorte na caçada.

Eles se despediram e Keaton voltou ao seu mundo solitário, ansioso para descobrir tudo o que pudesse sobre o Governador.

Prisão de Edge Times - 03:35 P.M

Durante o raro momento de calmaria na prisão, George e Hiro comeram juntos no refeitório, cercados por alguns presidiários que obedeciam o ruivo.

— Então… eu vou precisar ser forte por aqui, hein? — perguntou George.

— Isso mesmo. É praticamente impossível ficar em paz por aqui se você não demonstrar pelo menos uma vez que é um cara perigoso, senão vão ficar no seu pé por um bom tempo.

Ferrera engoliu em seco e duvidou de sua capacidade de exercer essa dominância tão glorificada, suas habilidades nunca foram colocadas a prova, e ele esperou não estar enferrujado para isso.

Vendo que o moreno estava lentamente mergulhando em desespero, Hiro colocou a mão em seu ombro.

— Não se preocupe, eu vou te ajudar, prometo.

— Obrigado, cara.

— Disponha.

Após terem comido, os dois foram juntos ao pátio, onde vários presos estavam reunidos em um círculo, sons de impactos corporais podiam ser ouvidos, assim como os gritos de apoio.

— Quebre o nariz dele!

— Pega no pescoço até morrer!

George observou o ambiente, os guardas não estavam fazendo nada para impedir, alguns até estavam no meio do círculo com os prisioneiros.

— O que está acontecendo, Hiro?

— Ah… Esse é o nosso momento de diversão, lutar no pátio é uma tradição daqui.

O CEO ficou de boca aberta, e em certo nível empolgado com a ideia de lutar com outras pessoas só por diversão.

— Tem alguma regra?

— Só não morrer.

A luta acabou e o homem de porte físico maior foi o vencedor, ele recebeu aplausos e gritos de todos os presentes.

O derrotado continuou desmaiado no chão, porém ainda vivo, os guardas o levaram para a enfermaria do outro lado.

— Quem são os próximos? — perguntou o preso que ficou como anunciador.

— Hora dos novatos lutarem! — respondeu um outro.

Todos abriram o caminho para George, ele não esperava ser chamado para lutar.

— O-O quê!? Assim do nada?

Kushina sorriu e deu um tapa em suas costas.

— Esqueci de mencionar, todo novato deve brigar pelo menos uma vez.

— Ah, cara…

Ferrera foi praticamente empurrado para o centro, onde seu oponente já estava esperando.

— É esse aí que eu tenho que enfrentar?

George mordeu os cantos da boca com a pergunta sarcástica do homem.

Como um frango desses tem a capacidade de zoar alguém?

Uma determinação floresceu no moreno, e ele respirou fundo, voltando com um olhar sério.

— Qual o seu nome?

— Sting.

— Sting? Sério? Tanto faz, vou me lembrar desse apelido enquanto te derrubo no chão.

Hiro e os outros instigaram a luta com provocações.

— Eu não deixava…

— Vai deixar por isso mesmo, Stingy?

Enfurecido, o mexicano correu em direção ao homem, a postura era descuidada e cheia de aberturas.

— Vou te arrebentar, cabrón!

O agiota tentou acertar um soco nele, porém o CEO desviou e golpeou com um gancho de direita.

Sting caiu no chão com um baque, e o público vibrou com o ataque bem-sucedido de Ferrera.

Ele se levantou, mas o golpe lhe deixou cambaleante e com um corte na boca.

— Já desistiu, Sting? Vamos, você consegue fazer melhor que isso.

— Calado!

Sting avançou de novo, e de novo, usando chutes e socos mais rápidos para atingir George. Ele desviou com precisão de todos os golpes, em nenhum momento expressando hesitação ou medo.

Esse cara… tá brincando com o mexicano — pensou Hiro.

Finalmente, ele acertou o agiota com um chute simples e certeiro em sua têmpora, lhe fazendo desmaiar no mesmo instante.

A plateia gritou com a vitória de George, ele sentiu uma pontada de orgulho por ter vencido, embora não tenha sido exatamente uma luta justa.

— Cara, isso foi incrível!

— Valeu.

— Onde aprendeu a lutar assim?

— Conheci uma boa amiga em Brasa Ardente, ela me ensinou o básico.

— O básico hein…

O guarda bateu o cassetete no portão do pátio.

— Acabou a brincadeira, hora de voltar pra cela.

Os prisioneiros obedeceram e finalizaram as lutas, Sting foi levado pelos guardas, e Ferrera conseguiu o respeito de seus colegas, principalmente o takamorinês misterioso.

Rua Monolith - A Casa de Edge Times - 04:00 P.M

Michael e Elizabeth chegaram à Casa, o local onde o Governador e Guardiões discutiam sobre o que fariam nas cidades e no país-território em geral.

O lugar era cinco vezes maior que o Banco de Virtute, considerado, até então, o maior imóvel do mundo.

Eles entraram no prédio refinado, com suas paredes brancas revestidas de blocos de mármore brilhantes. Devido ao uso da tecnologia avançada da Central, a Casa tinha carros elétricos que transitavam por todo o prédio, facilitando a locomoção interna.

Os dois foram levados por um desses veículos modernos para a sala de reuniões, ao chegar lá, a porta automática se abriu e o Governador entrou, os Guardiões giraram suas cadeiras para vê-lo e o receberam com alegria.

— É um prazer te ver Governador Core! Está lindo nesse terno — disse Sophia Collins, Guardiã de Foxglove Hollow e ex-atriz. Ela mordeu o lábio inferior e mexeu em seu longo cabelo negro, tentando chamar a atenção dele.

A mulher ruiva ao lado dela, Lily Cooper, Guardiã de Highland, conhecendo sua personalidade problemática e manipuladora, ajustou os óculos e a encarou com frieza.

— De novo flertando com homens casados, Collins?

Sophia se virou para encará-la, levantando seu nariz para tentar transmitir superioridade.

— Não, Lily, apenas estou cumprimentando o Governador, por que se incomoda?

— Há uma grande diferença em cumprimentar e flertar com alguém, você deve ter esquecido dessa diferença depois daquele escândalo com o ator Jeff Nicks — respondeu ela com um olhar gélido.

Sophia ficou de boca aberta ao ser confrontada com esse acontecimento vergonhoso, desviando o olhar.

— A-Aquilo não foi nada demais!

— Não, claro que não.

Caleb Walker observou tudo calado, se segurando para não rir. Ele era o Guardião de Cristal Bay, reconhecido pela personalidade alegre e brincalhona, às vezes infantil. Seu cabelo tingido de branco, óculos escuros, jaqueta de couro e bandana vermelha eram sua marca registrada.

— Qual é, Lily, não precisa ser tão chata, se quiser arrumar um namorado só precisa sorrir mais, talvez consiga aprender algo com a Sophia.

— Obrigada, Caleb — respondeu a morena, corada.

Cooper estalou a língua e encarou Walker com desprezo, o analisando de cima a baixo.

— Não preciso de seus conselhos, idiota, vindo logo do maior cafajeste de St.Dennis, é um grande elogio ser chamada de chata.

— Calma, madame, anda muito estressada ultimamente, não precisa ficar bravinha.

— De quem será a culpa de eu estar sempre estressada?

Apesar da troca de farpas, Caleb e Lily eram grandes amigos, e confiavam um no outro para resolver problemas, mesmo que não admitissem.

— Cooper! Walker! Collins! Tenham mais respeito pelo Governador, vocês deveriam se envergonhar!

Todos se calaram com a voz grave do Guardião de Cedarvale, Jackson Reed, um homem negro, careca e de boa estatura e físico.

Eles o encararam, irritados com a tentativa dele de tentar impressionar o Governador.

Que cara chato…

Desprezível!

Baba-ovo do %$&%$&$

Core riu e levanou as mãos para acalmar os ânimos dos colegas.

— Não precisam brigar, pessoal, está tudo bem, eu estava precisando relaxar, depois do que vem acontecendo recentemente.

Eles ficaram atentos ao que ele tinha a falar, com Lily levantando a mão para perguntar:

— Por que nos chamou para uma reunião, G.S?

O loiro se inclinou para a frente e deu um enorme sorriso, evidenciando sua empolgação.

— Eu sou o novo dono da One Vision, os lucros do governo alcançaram patamares maiores graças a essa conquista.

Os Guardiões ficaram surpresos com a notícia, e murmúrios podiam ser ouvidos de cada um deles.

— Ai que tudo! Parabéns, Governador!

— De fato, uma boa notícia.

— Caraca, por essa eu não esperava.

— Como sempre, o senhor não cansa de nos surpreender com seus feitos.

Core riu ainda mais alto, bebendo um copo de água para molhar a garganta antes de continuar falando, dessa vez com uma expressão séria no rosto.

— Obrigado, obrigado, eu realmente quero que essa aquisição melhore o nosso governo, porém, tem um probleminha que pode acabar nos atrapalhando.

Os quatro ficaram curiosos e se ajeitaram nas cadeiras para ouvir melhor.

— E o que seria esse problema, Michael?

— Boa pergunta, Jackson. Bem… depois que consegui a prisão do antigo CEO, George Ferrera, ainda não conseguimos pegar o amigo dele, a pessoa que conseguiu informações confidenciais do governo e espalhou na internet, se ele não for pego, podemos ter grandes problemas.

Sophia e Jackson ficaram assustados, movendo-se desconfortáveis nas cadeiras ao ouvir a péssima notícia.

— Isso realmente é um grande problema — disse Collins, mordendo a unha.

— E o que faremos, Michael? Esse homem precisa ser preso imediatamente!

— Acalme-se, Jackson, eu estou trabalhando com a polícia, esse criminoso vai ser preso, e qualquer um que seja seu cúmplice.

Reed respirou fundo e acenou com a cabeça.

— Tudo bem… ficarei de olho em qualquer suspeito lá em Cedarvale.

— Eu também! — complementou Sophia.

Lily e Caleb trocaram olhares em silêncio, e de forma sutil sorriram, como se estivessem esperando que algo desse tipo pudesse acontecer no país-território.

— Ficaremos de olho também.

— É… tô doido pra conhecer nosso meliante.

O G.S ficou grato com o empenho dos Guardiões, e após uma discussão mais técnica sobre a gestão das cidades, eles se despediram.

Red Maple Loop - 04:30 P.M

Enquanto analisava as provas trazidas por Faith, Keaton se espantou quando se deparou com um relatório da polícia.

Departamento de Polícia de Edge Times

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Relatório de Ocorrência Criminal

Número do Documento: 2023/CRIM/74892

Data: 13/05/2023

Hora: 04:30 P.M

Local: Bury Passage, 123, Silver Creek, Califórnia

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Informações do Suspeito:

Nome: Michael Core

Idade: 48 anos

Sexo: Masculino

Descrição Física: Aproximadamente 1,90m de altura, cabelos loiros curtos, olhos castanhos

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Informações da Vítima:

Nome: Kyrie Louise

Idade: 29 anos

Sexo: Feminino

Descrição Física: Aproximadamente 1,65m de altura, cabelos castanhos longos, olhos verdes

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Descrição do Crime:

No dia 13 de maio de 2023, às 15:30, a polícia foi acionada para atender a uma ocorrência na Bury Passage, 123, onde foi encontrado o corpo de Kyrie Louise, de 29 anos. A vítima apresentava sinais de violência extrema, caracterizando um possível homicídio.

Testemunhas relataram ter visto o suspeito, Michael Core, nas proximidades do local do crime pouco antes do ocorrido. A motivação do crime ainda está sob investigação, mas há indícios de que a vítima e o suspeito tinham um relacionamento pessoal conturbado.

O suspeito foi visto deixando a cena do crime em alta velocidade em um veículo de cor preta, modelo desconhecido. Michael está foragido, e uma ordem de busca e captura foi emitida.

Depois de ter lido o relatório, Edward não conseguiu se mexer direito, sentindo uma aflição estranha, sua respiração estava ofegante e o homem precisou segurar o braço da cadeira para se equilibrar.

Que droga é essa? Como eu não sabia disso?

Imediatamente, ele pegou seu celular e ligou para Faith. Após alguns segundos, ela atendeu.

— Alô?

— Faith, que relatório é esse?

Ele escutou um suspiro profundo do outro lado.

— Eu também fiquei surpresa quando li.

— Tô ligado que esses políticos geralmente têm crimes em seus históricos, mas um homicídio? É demais até pro Core.

— Pensei que ele se envolveu apenas em esquemas de corrupção, você sabe, o padrão, mas a gente não podia esperar menos dele.

— É… fui ingênuo em pensar que o homem mais poderoso de St.Dennis não seria um assassino.

— Além disso, ele já tinha ligação com a Central muito antes de ser Governador. Sua família de investidores se envolveu e o livrou da prisão, só precisou de uma ligação e pronto.

— Nem consigo ficar surpreso com isso…

— Pois é…

— Tudo bem… por enquanto, descanse e esteja pronta para o desfile, já que não podemos contar com a polícia, vamos cuidar dele nós mesmos.

— Isso mesmo!

— Tchau.

A ligação foi encerrada e o homem se inclinou para a frente, repousando os braços na mesa. Ele bebeu um pouco de café e voltou a analisar os documentos.

Se prepare, otário…

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