*** Sete dias para o incidente ***
Aurélio levantou-se adiantado de sua cama, arrumou-se e saio de seu quarto. Foi o primeiro a chegar na sala, era uma bela manhã. Aos poucos viu-se os alunos chegando a sala, um a um até Calígula chegar junto do prof. Romeu.
A aula começou, e Aurélio ficou revezando seu olhar entre a lousa e a janela. Mas algo chamou sua atenção, ao olhar para o outro lado da sala, notou Calígula dormindo debruçado sobre a mesa.
“Estranho, ele dormindo a essa hora.”
Quando bateu o sinal para a troca de professores, Aurélio aproveitou o momento para ir até a mesa de seu amigo.
— Calígula, você está bem? — disse ele o cutucando no braço.
Depois de algum tempo ele murmuro algo:
— Apenas estou cansado, nada mais.
— Certo.
Antes que o próximo professor entra-se na sala, Aurélio havia retornado a sua mesa.
No intervalo Calígula ficou dormindo na sala.
*** Cinco dias para o incidente ***
Outra bela manhã e novamente Aurélio consegui ser o primeiro a chegar na sala. Todos os alunos entram na sala e novamente Calígula chegou por ultimo junto do prof. Romeu, porém, ele esta pálido e acabado, suas olheiras eram nítidas, sua postura também havia mudado.
Durante a aula, Aurélio ficou prestando atenção na aula, até perceber a inquietude de Roseta. Ela revesava seu olhar entre a lousa e a Calígula.
Aurélio a cutucou.
— O que é?
— Está preocupada com algo?
— Sim, te conto no intervalo.
“ O que está ocorrendo? ”
No intervalo, Aurélio se encontrou com Roseta no jardim.
— Então o que é Roseta? O que te aflige? — perguntou a ela enquanto a abraça e traz seu rosto para perto.
— É o Calígula... ele vem agindo de forma estranha ultimamente.
Ela segurou sua saia com força.
— Ele não fala nada com nada, não presta atenção em nada e facilmente se irrita.
Aurélio colocou sua mão sobre seu ombro.
— Deixa comigo, eu vou ver o que está acontecendo com ele.
Então, Aurélio saiu a procura de Calígula pela academia. Demorou um pouco, mas o encontrou na sala de magia. Calígula esta encarando a janela da sala.
— Ei, Calígula está tudo bem?
Ele não recebeu nenhuma resposta. Então aproximou-se dele, mas quando olhou para seu rosto viu que ele tinha um olhar vago, como se estivesse em um transe.
— Ei! Calígula está me escultando? — disse ele movimentando sua mão perto do rosto de Calígula procurando alguma reação, entretanto, novamente ficou sem resposta
Preocupado, Aurélio encostou sua mão no ombro do amigo. Isso o fez sair do transe, mas o que ele fez foi segurar a mão dele e em seguida o arremessou ao chão. Apesar de sua aparência, ele estava mais forte.
— Arggh... Ui.
— Não me toque seu fraco! — gritou Calígula com um olhar ameaçador.
— O que está acontecendo aqui?! — disse Roseta entrando em seguida na sala junto de Jun.
— O que deu em você, Calígula?! — disse Aurélio enquanto estava no chão.
— Não chegue mais perto de mim, seu fraco! — disse Calígula dando as costas para eles e sai da sala.
— Aurélio... você está bem? — perguntou Roseta. — Me desculpa... eu disse para você que ele está estranho.
— Cof... Mas que merda! Um dia ele estava normal e agora Isso, do nada? — disse Aurélio enquanto levanta-se. — Se a quele zé ruela quer tanto se isolar... Que assim seja.
*** Três dias para o incidente ***
Aurélio e jun caminhavam pelo corredor da sala dos professores, o clima estava ameno e nublado, passaram-se alguns dias desdo do ocorrido na sala de magia. Dês de então Aurélio e Calígula não trocaram nem sequer uma só palavra. Os dois acabaram de passar por Calígula que saia da sala do prof. Romeu e ao vê-los apenas os ignorou e continuou seu caminho.
Chegando na sala do prof. Gray, Aurélio e Jun viram que a porta estava aberta.
— Ei! Aurélio venha aqui, preciso de sua ajuda — disse Gray com seu vozeirão.
— Está bem... já estou indo.
— Boa sorte — disse Jun com um sorriso maroto e voltou a caminhar.
Aurélio entrou na sala e foi até o professor que tinha um monte de livros em sua mesa.
— Preciso que me ajude a carregar esses livros até minha sala.
— Tudo bem.
Aurélio pegou uma pilha de livros bem pesada e acompanhou o prof. Gray, eles subiram a escadaria que os levaram até a biblioteca da academia. Depois de algum tempo subindo eles finalmente chegaram a biblioteca. O lugar era bonito, elegante e enorme, mas um pouco empoeirado, como todo o resto da academia. Aurélio seguiu o prof. Gray até uma mesa a qual deixou os livros.
— Obrigado Aurélio — fez uma pausa. — Mas, preciso conversar um pouco com você.
Ele pegou a cadeira empoeirada no canto, passou a mão sobre o acento em uma tentativa de limpar um pouco a poeira e sentou-se na cadeira.
— Sou todo ouvidos.
— Isso fica entre nós. Vejo que seu colega vem agindo estranho ultimamente, dês que começou a passar mais tempo com o prof. Romeu — disse prof. Gray que alisava sua barba.
— E o que você quer que eu faça?
Ele olhou diretamente para Aurélio com aqueles olhos claros cheios de expectativa.
— Eu quero que você fique de olho neles, só para garantir que eles não estão aprontando nada.
— Mas, por que? O que o prof. Romeu estaria aprontando... Sei que ele é um professor estranho, mas não acho que ele estaria aprontando alguma coisa.
— Eu tenho um mal pressentimento sobre ele.
“ Para falar a verdade eu também tive esse pressentimento, mas eu apenas o ignorei achando que não passava de estranheza ”.
— Então, o que me diz? — disse prof. Gray do seu jeitinho nem um pouco tentador.
— Está bem eu aceito... Mas com uma condição. Se você me ensinar uma magia de alto nível.
— Por mim tudo bem, não sou contra ensinar bons alunos.
*** O dia do incidente ***
“ Já se passaram dois dias dês de que comecei minha investigação e ainda não encontrei nada de errado com eles. Agora estou na sala de magia deitado sobre a mesa, olho para o lado vejo a mesa de Calígula vazia, ele faltou devido por está doente e Roseta esta cuidando dele ”
Aurélio, cansado observou pela janela o entardecer, também viu aquele casal de juritis com o ninho pronto. Mas, ao olhar para parte de baixo da arvore, algo a mais chamou sua atenção.
“ Espere, aquele é o Calígula? ”
— Prof. Gray.
— Pois não.
—- Posso ir ao banheiro.
— Pode.
Aurélio levantou-se de sua mesa e saiu da sala o mais rápido que podia. No lado de fora da sala correu pelo corredor até dar de cara com Roseta.
— Ah... Aurélio.... é você? — disse ela ofegante, seu rosto estava ensopado de suor como se tivesse corrido uma maratona.
— O que houve, docinho de coco? — disse Aurélio enquanto ela escorava-se nele para pegar um pouco de fôlego.
— E-eu estava cuidando do Calígula... E então, sai do quarto dele para pegar um pouco de água... E quando retornei e-ele não...
— Já entendi — disse ele limpando o suor do rosto dela com uma flanela que carregava em seu bolso. — Eu prometo que vou traze-lo de volta.
Deixando-a escorada na parede, ele correu até o jardim a procura de Calígula. Chegando lá começou o procurou, indo de um lado ao outro, procurou até a fonte, mas nada encontrou.
“ Estranho, parece que ele não está mais aqui, a onde ele poderia ter ido? ” — pensou escorando-se em uma arvore, até sentir algo.
Olhou por trás da arvore e viu um pequeno rastro de mana no chão. Ao segui-lo foi guiado até um arbusto próximo de um muro, ele tocou no arbusto, entretanto, sua mão apenas o atravessou, como se não existisse lá.
“ Tenho que avisar sobre isso ao prof. Gray o quanto antes ” — pensou ele. Porém, quando tentou retirar sua mão do falso arbusto, sentiu algo o segurar.
— Mas oqu... — disse enquanto foi puxado para dentro do arbusto.
No outro lado, ele foi parar em um lugar escuro, úmido e cheio de pedras. Parece que ele esta em uma caverna. Ao levantar-se do chão avistou uma pequena incidência de luz em uma das paredes, ele a seguiu até encontrar a saída da caverna.
Ao sair da caverna viu que estava em uma densa floresta de pinos e cheia de musco. Procurou por algum sinal da academia, mas sem sucesso.
— Droga! A onde é que eu fui parar?! — fez uma pausa. — Por que teria um arbusto que levaria a algum lugar totalmente desconhecido?
Ele tentou adentrar á caverna, mas não conseguiu retornar, então começou a procurar por alguma trilha, talvez tive-se a sorte de encontrar alguém que possa o ajudar a voltar ou só disser onde ele esta.
Caminhou por um tempo, até encontrar uma trilha, pela qual a sua condição, daria para dizer que ela não é usada por algum tempo. Durante sua passagem encontrou algumas pedras que ao passar do tempo só aumentavam em quantidade, nelas haviam símbolos estranhos cravados nelas, dos quais não entendia.
Quanto mais seguia, mais adentrava á floresta, até avistar uma estrutura estranha que destacava-se do resto da vegetação. Uma estrutura branca que parecia com uma espécie de altar cheio de pedestais, aliais, o que destacava-se no meio era uma mesa de pedra coberta por um pano vermelho, onde repousava um grande tacho de cobre.
*Crack... Crack... Plack... Plack.*
Escutou passos aproximam-se, então, Aurélio se escondeu atrás de uma arvore. Os passos aproximavam-se cada vez mais.
“ Talvez sejam cinco ou dez pessoas ” — pensou sendo uma estranha presença.
Passaram um grupo de onze pessoas, sem notar sua presença. Eles usavam mantos encapuçados de cor vermelho vinho, na frente deles havia um cara auto de vestes brancas e um de media estatura com vestes cinzas. Todos estavam carregando velas em suas mãos.
“ A situação está ficando estranha, é melhor eu sair daqui, mas, primeiro preciso de uma brecha ”.
Durante sua espera, ele os observou chegando até o altar, cada um deles colocaram suas respectivas velas em um respectivo pedestal formando um circulo, enquanto os outros dois, aqueles de vestes diferentes, subiram para perto do grande tacho de cobre. O de vestes brancas retira seu capuz revelando seu rosto.
“ Não pode ser aquele é o prof. Romeu ”.
— Meus irmão! Hoje eu trago o escolhido, o nosso salvador! — disse prof. Romeu erguendo as mãos. — Ele será aquele quem trara a pura magia para esse mundo!
— Se é ele, então nos revele seu rosto — disse um dos cultistas.
Então aquele que usa vestes cinzas retirou seu capuz revelou ser... Calígula. Com isso eles ficaram felizes, porém alguns o questionaram se ele era realmente o tal “ Escolhido ”.
— É claro que eu sou o escolhido! — disse Calígula.
— Ora seu...
— Parem com isso! — interrompeu prof. Romeu. — Vamos descobrir com o Tacho.
— Sim, mestre.
O ritual começou com o Romeu e Calígula ficando na frente do grande tacho. Um dos cultistas pegou um saco e despejou algum tipo de liquido no tacho, enquanto os outros recitam algo em uma linguá estranha como um mantra. Nisso Calígula chega próximo ao tacho e pega uma adaga de outro cultista, que a entregou, ele fez um corte em sua mão esquerda e deixa o sangue fluir um pouco no tacho, depois ele voltou para onde Romeu esta. Então agachou-se no chão esperando o resultado.
O tacho, por sua vez, começa a mudar demonstrando um tom dourado, até ficar dourado por completo, com isso prof. Romeu pegou uma haste de metal com um símbolo estranho em sua ponta e a submergiu dentro do tacho.
— Venha meu aprendiz!
Calígula levantou-se e aproximou-se, Romeu retirou a haste do tacho e o marcou a nuca dele.
* Thiss!!! *
— AhhhA! — gritou Calígula fraquejando em dor.
Suportando a dor ele levantou, com isso Romeu retirou o marcador.
— Esse é o escolhido da profecia! Vamos comemorar a volta de nosso irmão! — disse Romeu erguendo o marcador.
Nesse momento Todos os cultistas começaram a dançar.
“ Eu já passei muito tempo por aqui, tenho é que avisar isso para o prof. Gray ” — pensou Aurélio andando de costas para sair dali. Entretanto, depois de alguns passos sentiu algo pontiagudo o cutucando pelas costas. — Droga.
— Senhor, encontramos esse garoto bisbilhotando atrás de uma arvore — disse um dos cultistas jogando Aurélio no chão. — Devemos mata-lo?
— Aurélio!? — disse Calígula impressionado.
— Não! Pois ele é nosso convidado — disse Romeu. — Levem ele até o tacho.
Então os cultistas o pegaram e o levaram até o tacho. Nisso eles novamente fizeram o mesmo ritual que haviam feito com Calígula. Um deles puxou a mão direita de Aurélio e fez um corte nela com a adaga. O sangue dele escorreu de sua mão para o tacho, o tacho por sua vez, transmutou-se para uma cor prateada. o prof. Romeu demonstrava um feição orgulhosa enquanto colocava o marcador dentro do tacho.
— O que você vai fazer?!
— Você já sabe — disse ele tirando o marcador do tacho com um sorriso de canto. — Agora ajoelhe-se perante ao teu mestre!
— Vai se ferrar!
Com isso, Calígula deu um tapa no rosto de Aurélio e o forçou a ajoelha-se. Nisto outro cultista rasgou a manga do uniforme de Aurélio, logo em seguida Romeu marcou o braço direito.
* Thiss!!! *
— AaaAAhhh!!!!!
Quando ele retirou o marcador os dois cultistas o soltaram, Aurélio caiu em agonia no chão colocando a mão sobre a marca recém feita e revirando-se de um lado para outro. Calígula o ajudou a levantar-se do chão enquanto os cultistas estão dançando.
— Agora, Aurélio somos irmãos, eu te vejo como um igual — disse Calígula enquanto o abraçava.
— Do que você está falando?!
— Entenda Aurélio — disse Calígula o soltando — a partir de hoje somos os deuses do novo mundo!
— Não! Não pode ser.
Apavorado ele fugiu, correu pela mata desnorteado, “ Por que isso está acontecendo? O que foi aquilo? E o que eles fizeram comigo? ” pensou ele, mas acabou por tropeçar em uma rais.
— R-roseta.... — disse, enquanto tentava se arrastar pelo chão até perder a consciência.
— ....., .......
“ O que? ”
— ........, .......... — ....
— Parece que... es... acordando.
“ Eu não consigo ver nada, mas consigo escutar algo... Algo bem estranho para falar a verdade... Me lembra uma voz familiar... e esse cheiro de poeira... ”.
— R-roseta é você?
— Aurélio está na hora de acordar! — gritou Calígula em chamas.
— AhhhHHaHH!!! — gritou Aurélio levantando metade de meu corpo da cama.
Parece que ele assustou todos presentes na sala.
— Aurélio!! — gritou Roseta que se jogava em meus braços dando um forte abraço manhoso. — Ainda bem, você e-está bem?
— Claro que estou, meu docinho — disse retribuindo seu abraço.
— Como se sente? — perguntou Jun, que logo se aproximou preocupado.
— Só estou um pouco tonto, nada de mais.
Eles estavam na sala do prof. Gray. O lugar era uma pequena sala bagunçada cheia de livros, parecia até um pequeno pedaço da biblioteca, surpreende ter espaço para uma cama. Além dos dois, também estava lá o prof. Gray.
— Prof. Gray, o que aconteceu?
— Jun te encontrou deitado na grande arvore do pátio da academia — disse fez uma pausa acariciando sua barba. — Mas, sou eu quem deve perguntar, o que aconteceu com você?
Aurélio explicou para ele sobre o que havia ocorrido na floresta, pelo menos as partes que ele lembrou.
— Eu sabia que ele estava planejando algo! — disse prof. Gray — mas primeiro quero conversar a só com você.
Com isso Roseta deu um beijo na bochecha enquanto o soltava e sai junto de Jun para esperar do lado de fora da sala.
— Então sobre o que você quer falar?
— É sobre essa marca em seu braço — salientou Gray o observando. — Eu não conheço esse símbolo, mas ele parece emitir uma fraca presença de mana.
— Eu também não o compreendo, sinto um pouco de incomodo, como se estive-se mais pesado.
— Você consegue se levantar?
Aurélio levantou-se da cama, porém ao ficar de pé acabou por fraquejar e escorou-se na parede.
— Você preci...
* Boom!!! *
— O que foi isso?!
— Parece que algo explodiu!
* Booom!!! Crack!!! *
A explosão foi tão forte que estremeceu o chão fazendo com que Aurélio cai-se no chão. Nisso Jun e Roseta entram na sala.
— O que está acontecendo? — perguntou o prof. Gray.
— A academia está sobre ataque! — respondeu Jun.
— Vocês dois levem o Aurélio para a sala de magia, vocês estarão seguros lá.
— Enquanto ao senhor?
— Eu irei ver o que está acontecendo.
Prof. Gray rapidamente saiu da sala com sua varinha em mãos. Jun pegou braço de Aurélio e o contornou sobre seu pescoço para carrega-lo. Eles saíram da sala, passaram por alguns corredores, com Roseta na frente vendo o caminho até que.
* Boom!!! Booom!!*
Outras duas explosões ocorreram detonando o corredor que haviam passado, por sorte, nenhum destroço os pegaram.
— Essa foi por pouco — disse Jun.
Mas olhando bem, pelo buraco do piso que formou, viram um dos cultistas de antes.
— Um cultista...
Saíram de lá e foram parar em outro corredor, porém, ao chegarem no final do corredor.
— Raio!
— Estacas de gelo!
Eles acabaram por presenciar um combate de magos. Três magos contra três cultistas
— Ei, Jun vamos por aquele corredor — sussurrou Roseta apontando para outro corredor.
— Temos que evitar o fogo cruzado.
Tendo um pouco de espaço entre os feitiços, passaram sorrateiramente.
— Estacas de pedra!
Essa passou bem próxima deles, os fazendo apertar o passo, até chegarem ao final da quele corredor. Encontram uma cobertura e ficaram por lá.
— A onde estamos? — perguntou Aurélio
— Pelo que vejo estamos próximo da sala, só falta mais esse lance de escadas e um corredor — disse Roseta apontando o dedo para as escadas.
Depois de pegarem um pouco de fôlego, subiram as escadas com cuidado, mas, eles não estavam preparados para o que veriam. Ao chegarem no final das escadas viram um o completo caos, Corpos de alunos espalhados pelo corredor, os coitados tinham apenas o desespero estampado em seus rostos, tirando aqueles que estavam carbonizados, uns estavam congelados, outro empalados por lanças de pedras.
Roseta caiu de joelhos no chão paralisada com o horror viu.
— Meu Deus, o que aconteceu aqui?
— Vamos Roseta! — disse Jun confiante, apesar de sentir suas pernas tremendo. — Temos que passar para chegar até o outro lado.
— E-eu n-não vou — disse Roseta tremendo quase catatônica. — Eu não passar por esse caminho, t-temos outro caminho que leva até lá.
— Não temos escolha! Temos que passar agora!
— Não!
— Roseta, Temos que ir senão acabaremos igual a eles!
— Não dá!
— Roseta me escute — disse Aurélio calmamente. — Se esse é o caso segure minha mão e feche seus olhos eu te guiarei pelo caminho.
Roseta olhou relutante para mão dele, mas acabou por ceder e segurou a mão do mesmo. Então eles começaram sua travessia naquele corredor que tinha um cheiro forte de carne queimada que misturava-se com o ar úmido gerado pelos corpos congelados.
Chegando até a sala de magia viram que a porta do lugar havia sido arrombada e escutaram uma voz familiar:
— Por favor n-não m-me mate!
Ao entrarem na sala viram Calígula segurando Bali pelo pescoço, entretanto, metade do corpo de Bali estava congelado. E dava para ver que tinha um livro flutuante acompanhando.
— Por favor, Calígula me desculpa.
— Tarde de mais para se desculpar — disse Calígula congelando Bali por completo.
— Ho! Encontrei você Aurélio.
— Calígula o que você está fazendo!... Você pirou de vez?!
— HA!HA!HA!! Não Aurélio eu nunca estive tão são na minha vida!
— Então, para que tudo isso?
— Porque isso é divertido, finalmente posso descontar meu ódio em todos a queles inferiores! — disse ele quebrando a estatua de gelo que Bali havia se tornado. — Aqueles que não são dignos de viverem no novo mundo que iremos criar. Então, do que acham? Vocês seriam bons aliados para mim.
— Nós?! Não fale besteria! — retrucou Jun.
— Calígula você não é assim — disse Roseta se escondendo atrás de Aurélio. — Você é uma boa pessoa e um bom irmão, isso não faz sentido.
— Se vocês não querem fazer parte desse mundo, então terei de te mata-los. Estaca de gelo!
Calígula arremessou a estaca de gelo em Aurélio e Jun, mas Roseta empurra os dois para o chão, entretanto, ela acabou por ser empalada pela estaca na parede, onde havia uma estante. Aurélio, por extinto se levantou e correu até Roseta.
— Roseta n-não!
— O brigada Aurélio, mas eu... *cof..cof*
— Isso não está certo! Deveria ter sido eu! — disse ele tentando desesperadamente estancar o ferimento.
— Ei! Calígula — disse o grimório que o acompanhava. — Se ele não irá conosco então mate-o e roube o seu poder.
— Eu não irei deixar! — disse jun entrando na frente deles.
Jun começou a se aproximar de Calígula extremamente sério.
— Ho! Você decidiu me enfrentar, seu ser inferior. — disse Calígula o esnobando. — Como um inferior que não consegue nem usar magia poderia me ferir?
— Assim — disse Jun dando um murro no rosto de Calígula. Esse soco foi tão forte que fez Calígula se desequilibrar por um momento e o fez sangrar pelo nariz.
— Hora seu...
— Magia de reforço! Socos fortes!
Jun não perdeu tempo e continuou a soca-lo, ele deu uma sequencia de quatro socos, depois um ganço de esquerda e para finalizar ele deu um soco no peito que o arremessou para o outro lado da sala. Entretanto.
— Cof... Cof... Agora você irá sofre. Bola de fogo!
Calígula conjurou uma bola de fogo e a jogou em Jun.
— Magia de reforço, punhos de ferro!
Jun pulou dando um soco na bola de fogo, ele conseguiu dissipa-la, porém, a força da bola de fogo foi tanta que o arremessou para o outro lado da sala o fazendo atingir e quebrar a estante de livros ao lado de Aurélio e Roseta.
— Jun!
— Hahaha! Eu te falei não dá para me derrotar — disse Calígula. — Agora pereçam a meu poder! Bola de Fogo!
— NÃO! — gritou Aurélio se erguendo do chão estendendo sua mão na direção de Calígula.
Nisso a marca em seu braço começou a brilhar em um tom azul junto de um dos livros que haviam caído no chão. Com isso a marca conduziu a mana de seu corpo pelo braço dele formando linhas azuladas pelo seu braço, ela saiu pela sua mão formando um campo de proteção.
Ao atingi-lá a bola de fogo ficou presa na barreira, porém não demora para que a barreira comece a trincar, mas antes dela se quebrar, muda para uma forma côncava e então acaba quebrando jogando a bola de fogo de volta a Calígula.
— O que?!
Calígula foi engolido pela bola de fogo.
— Aaaaaahhh!!!! Seu maldito!!
Pegando fogo Calígula se jogou pela janela, enquanto os amaldiçoava. Aurélio voltou mancando até Roseta e Jun.
— A-aurélio... O Jun... — falou Roseta apontado para o braço de Jun.
Jun havia conseguido dissipar a bola de fogo com um soco, mas no processo acabou tendo seu braço esquerdo queimado.
— Não fale mais nada Roseta.
— Deixe me, pelo menos, curar-lo *Cof!* ele ainda pode se recuperar. —disse ela estendendo a mão.
Aurélio pegou a mão de Rose e a guiou até o braço de Jun. Ele sente a mana fluindo pela mão dela e viu o braço de Jun cicatrizando-se, entretanto, ele também sente a mana de Roseta esvaindo-se. Quando terminou ela ficou muito fraca.
— Roseta por favor não morra.
“ Eu posso salva-la ” — ressoou uma voz em sua mente.
— Quem disse isso?
Ele olho para os lados, mas não encontro ninguém.
“ Aqui em baixo ”
Ao olhar para baixo e viu apenas um grimório todo surrado e com uma marca igual a dele.
“ É serio? Um grimório falante”
“ Eu posso te ajudar com ela ”
— C-como?
“ Coloque me em cima dela ”
Sem escolha ele o pegou e o colocou sobre Roseta, nisto o grimório abriu e começou a brilhar junto da marca, nisto Roseta também começo a brilhar e foi puxada para dentro do grimório.
— Roseta! — Aurélio tentou impedir, mas já era tarde, ela havia sido completamente puxada para dentro do grimório.
Pela baixa quantidade de mana Aurélio começou a perder a consciência, com suas forças restantes, arrastou-se pelo chão até desabar com a mão em cima do grimório.
— Ali esta!
Aurélio apenas escutou a voz do prof. Gray antes de perder a consciência de vez.
