O padrão de qualidade desta casa
Antes de qualquer obra, uma combinação. O que esperamos de quem publica aqui e por que o leitor vem sempre primeiro.
O padrão de qualidade desta casa
Antes de a primeira obra subir, queria deixar combinado o que esta casa entende por qualidade. Não é regra de cartório nem manual de punição, mas o jeito que a gente acredita que se trata um leitor e se respeita o próprio trabalho. Se você publica aqui, é nisso que a gente aposta juntos.
O padrão se mede, na ordem, por três coisas: a experiência do leitor com o texto, o autor solidificando seu livro e a plataforma dando suporte à publicação e conforto na leitura. O leitor vem primeiro. Sempre.
Comportamento
Quem publica aqui convive em paz — com o leitor, com a casa e com os outros autores. Desavença e intriga não combinam com o lugar que a gente quer construir. Discordar é saudável e vai acontecer; o que não pode é virar rixa. Tem espaço de sobra pra todo mundo trabalhar tranquilo.
Respeito ao leitor
Texto se revisa antes de publicar. Parece óbvio, mas é o gesto que separa quem leva a sério de quem não leva.
Erro banal — pontuação trocada, concordância capenga, parágrafo que despencou — distrai. Tira o leitor de dentro da história e abala a vontade de continuar. A gente não exige perfeição impossível; exige o mínimo de deslizes, porque cada um deles é uma rachadura na imersão que você passou horas construindo.
E tem a memória da obra: se um capítulo deixou uma pendência, ela merece ser confrontada, não esquecida. O leitor lembra. Ele anotou na cabeça e seguirá com isso em mente, pois distrações — tombos — marcam.
A história tem que estar interessante.
Literatura é entretenimento. A obra vai ser servida a um público, então não sirva qualquer coisa, mesmo quando a vontade apertar.
A gente prefere um volume fechado e interessante a um amontoado de texto feito às pressas para bater meta de palavra. Capítulo não é peso; é experiência. Que o autor tenha o tempo devido de se expressar e, ao mesmo tempo, mantenha a vontade do leitor de clicar em próximo capítulo.
Capítulo coerente: não inflar, nem deixar seco demais. E não precisa de truque: cliffhanger forçado não é tensão, é chantagem. Se a história prende, ela prende sozinha.
Mentalidade de quem desenvolve um projeto
A gente quer autor que planeje o volume em vez de ir completamente às cegas. Com uma estimativa, com um destino. Que haja a vontade de chegar lá.
Não porque plano seja sagrado, mas porque hiato e abandono são o que mais machuca quem confiou. O leitor engajado, que veio acompanhando capítulo a capítulo, merece — no mínimo — um encerramento honesto. Largar no meio dói muito mais do que fechar um arco e dizer "por aqui eu paro". Encerrar num bom ponto preserva o respeito e mantém o fervor de quem torce pelo seu próximo projeto, mesmo em tempo conturbado.
Para fechar
Nada disso é para engessar ninguém. É para que o leitor lembre da sua obra, o autor se orgulhe dela e a casa continue valendo a pena. Essa é a combinação.
Bem-vindos ao começo.